Apresentação do Cordel Jeito diferente de falar

quarta-feira, 16 de maio de 2018

TRABALHO ESCRAVO



A história da escravidão
Vem desde a antiguidade
Mas permanece até hoje
Com tamanha crueldade
Ainda que diferente
Corrói a dignidade.

Não existem mais senzalas
Tronco e corrente a mão
mais permanece ainda
A terrível opressão
Que mancha a humanidade
Com a mesma exploração.

De uma forma sorrateira
A exploração disfarçada
Não há troncos e correntes
Mas continua atrelada
A cruel exploração
E a mão de obra forçada.

Fere os direitos humanos
Nega a constituição
Quem esse crime comete
Merece ter punição
Ser julgado pela lei
E condenado a prisão.

Segundo o código penal
São infrações trabalhistas
Essa forma de trabalho
Análogo ao escravista
Prática de exploração
Da classe capitalista.

Na contra da justiça
Numa prática adversa
O homem fica oprimido
Nessa penúria perversa
Sendo o mesmo aliciado
E aprisionado por promessas.

São fortes os elementos
Da terrível exploração
Configurando o trabalho
Que é igual à escravidão
Com as jornadas exaustivas
E as dívidas ao patrão...

A nova forma escravista
No campo ou na cidade
Seja em qualquer lugar
É uma atrocidade
Vergonha e desrespeito
Também desonestidade.

As jornadas exaustivas
É sinal de escravidão
Fiquemos sempre alerta
Em qualquer situação
Há lei é pra se cumprir
Não é pra violação

Essa forma de trabalho
Com jornadas exaustivas
Com alimentação precária
E vigilância ostensiva
São condições subumanas
Duras práticas abusivas.

Foi no século dezenove
A famosa abolição
Assinou-se a lei Áurea
E a falsa libertação
pois até hoje perdura
vergonhosa escravidão.

Fiquemos de olhos abertos
no combate a escravidão
Vamos unir nossas forças
Para a erradicação
A essa prática nefasta
Vamos todos dar um não!


Juarês Alencar Pereira
Gerência de Cultura- Seduc