Apresentação do Cordel Jeito diferente de falar

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A aluna Renata é destaque em produção de cordel



A aluna Renata cursa 9º ano no Col. Ernesto Barros, tem se destacado no grupo de cordeleistas com excelentes produções. Ela tem muita facilidade com a produção de Literatura de cordel. Parabéns!!!
Confira abaixo a literatura de cordel produzida por mim e adaptada texto do texto da aluna Renata.

Futuro lançamento - Cordel



Causo do Coronel Zé Freitas

Caro amigo lhe peço
Me preste bem atenção
No que vou falar agora
E relato diante mão
A história de um coronel
Afamado valentão.

No estado do Paraná
Este conto tem origem
E só mesmo de pensar
Já começo a ter vertigem
O meu coração dispara
E os meus nervos se afligem.

Conhecido por Zé Freitas
Tinha palavra de rei
E tudo que ele falava
Virava mesmo era lei
Nunca queira contrariá-lo
Pois a todos avisei.

Quase nada se podia
Sem o coronel liberar
Para entrar ou pra sair
Só se o mesmo autorizar
Quando ele diz um não
Nem adianta pelejar.

Quem mandava e desmandava
Em toda a freguesia
Sua fama era conhecida
Devido a sua valentia
Temido também odiado
Pela a grande tirania.

Bem na entrada da cidade
Mandou botar um letreiro
Quem manda aqui é Zé Freitas
Me procure bem ligeiro
E se quiser ser bem vindo
Fale comigo primeiro.

Texto: aluna Renata
Cordel: Juarês.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Homenagem a minha terra natal (Exu-PE)


Capa do cordel em homenagem ao centenário da minha cidade

Exu nossa terra amada
De história secular
Que nesta data festiva
Queremos te exaltar
Saudamos teu centenário
Sendo nosso relicário
Iremos sempre te amar.

O nosso Exu centenário
Recanto encantador
Tu és nossa Terra mãe
Ressaltamos teu valor.
Na história é baluarte
Tendo na cultura e arte
Um futuro promissor.

Exu cem anos de glória
De sua emancipação
Obrigado aos fundadores
Aprígio Lopes e Padre João
Também Antonio Tavares
Foram esse os pilares
Além de outros cidadãos.

Essa terra tem história
Tem garra e tradição.
Desde a heroína Bárbara
Além do nosso Barão
Foi berço do cantador
Filho ilustre de valor
O grande Rei do Baião.

O famoso pé de serra
É recanto de beleza
Paisagens encantadoras
Pela bela natureza
Tens potencial turístico
Sendo bem característico
Exuberante riqueza.

Abraçada pela Serra
Que lhe faz um acalento
Ao som do canto dos pássaros
Coral de grande talento
Sempre em alto e bom tom
Essa orquestra traz o som
Do cantarino com o vento.

Nossas origens remontam
A tribo indígena ançu,
Ao fértil vale do Brígida
As abelhas dos inxus.
Portugueses conquistaram
Os frades catequizaram
Nascendo assim o Exu.

Exu velho muito antigo
Novo Exu é centenário
Tens um legado histórico
Nosso belo relicário.
Registro nesse cordel
De uma forma bem fiel
Como um documentário.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Namoro de Antigamente



Vou lhe contar uma estória
De muito tempo atrás
As coisas de antigamente
Eram diferentes demais
As filhas só namoravam
Com aprovação dos pais.

A forma de namorar
Era muito diferente
Ficavam jogando pedrinhas
E os dois sempre contentes
Pra eles isso era o máximo
No namoro de antigamente.

Quando os dois tivessem noivos
E casamento marcado
Era quando se podia
Dar as mãos os namorados
Mesmo assim com vigilância
E com bastante cuidado.

Sentavam lá na calçada
Com a família presente
Os dois sempre distantes
Pois era inconveniente
E uma moça de família
Precisava ser descente.

E quem não cumprisse as regras
Ficava logo falada
Na boca da vizinhança
Não valia era mais nada
A fulana era perdida
E em todo canto apontada.

Nos tempos de lampião
Que vigorava o cangaço
A moça pra ser direita
Tinha que ser cabaço
Eram todas recatadas
Viviam presas a laço.

Um certo compadre meu
Que é metido a valentão
Gostou de uma mocinha
E foi pedir a sua mão
A resposta do pai dela
Foi mesmo um baita não.

Ele todo inconformado
Voltou mesmo foi raivoso
Prometeu dar logo o troco
E fez todo um alvoroço
Vou roubar a filha dele
E começou o destroço.

Foi logo na madrugada
Combinou com a donzela
Quando ouvir o assobio
Já vá pulando a janela
Ele já estava no ponto
E abufelou-se com ela.

Levou ela pra bem longe
Já prevendo o reboliço
Deitando logo com ela
Fazendo logo serviço
Ficava a família obrigada
De firmar o compromisso.

Juarês Alencar Pereira.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Prêmio de valorização dos servidores em educação do Tocantins


Profª Iolando me representando em Palmas

Participei desse Prêmio em 2010, com o Projeto Rimas que Ensinam, sendo um dos nove finalista e vencedores do mesmo. A premiação constava no edital, sendo uma viagem para Gramado-RS. A premiação nunca aconteceu apesar da cerimônia de entrega de certificação em 28-06-2010 na qual fui representado por Iolanda Coelho Castro Diretora Regional, por ocasião do falecimento de minha mãe. Até hoje aguardamos a premiação e esperamos que a nova gestão resolva, afinal de contas quem nos deve é a secretaria e não secretário e somos servidores públicos e não de um governo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cultura digital

TECNOLOGIA

Hei... pare, pense, reflita
E preste bem atenção
Esse mundo evoluiu
Isso não é ficção.
Vivemos numa nova era
De grande transformação.

As pessoas se isolam
Na aproximação virtual
Namoram e fazem sexo
Na geração digital.
Estão perto e distante
Isso tudo é natural.

As novidades estão ai
MP3 e celular
Chips e cartão de crédito
A lan House é popular
E com as pontas dos dedos
Na rede vou navegar.

Orkut, msn, email
Blog e site disponível
Bate papo na internet
Acho isso tudo incrível.
No google o conhecimento
Traz a pesquisa possível.

Tudo se tornou mais fácil
Nas ondas da informação
E com um simples teclar
Ta tudo a disposição
Acesso ao conhecimento
Isso é globalização.

Mas uma coisa sentimos
Falta do calor humano
E nada mesmo é perfeito
Só fico me questionando
Às vezes eu me pergunto
Será que vivo sonhando.

Caro amigo professor
E formador de opinião
Não queira ficar pra trás
Aprenda bem a lição
Vençamos o desafio
Não fique na contra mão.

Nessa sociedade atual
De grande transformação
Com seu ritmo veloz
Pela informatização
Os avanços tecnológicos
Promovem a evolução.

Estejamos sempre atentos
Antenados nessa lógica
Temos que estar inseridos
Nessa era tecnológica
Vamos revolucionar
A prática pedagógica.

Juarês Alencar Pereira.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

NOVAS PUBLICAÇÕES DE LITERATURA DE CORDEL

No final de Dezembro ficaram prontos os novos cordéis: Pluralidade Cultural e Mitos Lendas e Crendices e também as novas edições de: A Rapadura, Jeito Diferente de Falar(PE x TO)e Conhecendo o Cordel. Vale a pena conhecer, adquira já o seu na GEP livraria em Palmas, Araguaína e Gurupi.
Confira abaixo trechos dos novos cordéis:

Pluralidade cultural

O nosso país é exemplo
Da grande diversidade
Por sua rica cultura
Sinal de brasilidade
Com todas as diferenças
Mostra a sua pluralidade.

Terra dos muitos sotaques
Cores e manifestações
E com as várias etnias
Preservando as tradições
As diferenças existem
Entre as várias regiões.

Nordestino fala oxente
Que é próprio da região
O mineiro fala uai...
Com muita satisfação
O gaucho já fala thê
E numa forte expressão.

LENDAS MITOS E CRENÇAS

Relato nesse cordel
Todo o eixo imaginário
Destaco mitos e crenças
E tudo que é lendário
São elementos relevantes
Nos estudos importantes
Contos que são relicários.

Existem em nossa cultura
Destaco aqui com franqueza
Valores e tradições
Que são de grande beleza
Elementos do folclore
Embora pouco se explore
Dispomos dessa riqueza.

Nesse eixo se evidencia
Fértil imaginação
Dos que nos antecederam
Deixando essa tradição
Herança de uma cultura
Para as gerações futuras
De grande contribuição.

As lendas mitos e crenças
Vem desde antigamente
Presente no Egito e Grécia
Este povo inteligente
Com os seus deuses lendários
E culto ao imaginário
Crendo assim firmemente.

A RAPADURA

Quero lhe apresentar
Uma verdadeira doçura
Ela é muito popular
E tem consistência dura
É claro que estou falando
Da gostosa rapadura.

Já se tornou iguaria
E faz parte da cultura
Bem desde antigamente
Tem essa nomenclatura
Produzida no engenho
Em alta temperatura.

A importância econômica
Ta registrada na história
Nos tempos coloniais
Era verdadeira glória
Nos livros eu comprovei
Armazeno na memória.

A sua produção iniciou
No Brasil colonial
Sendo a matéria prima
Vinda do canavial
Toda a sua produção
Era bem artesanal.