Apresentação do Cordel Jeito diferente de falar

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A escravidão no Brasil colonial


Engenho-imagem google

A ESCRAVIDÃO

Sobre a história do Brasil
Quero fazer um relato
A quem muito merece
E está no anonimato
Que gerou muita riqueza
E só recebeu desacato.

Estou falando dos Negros
Que vieram lá da África
Pra trabalhar nos engenhos
Da elite aristocrática
A ganância portuguesa
Usava sempre essa prática.

Os senhores de engenho
Conhecidos por patrão
Fortalecem esse insulto
Dessa tal escravidão
Vitimando todos nós
Na intensa exploração.

Eram comprados em lotes
Nos mercados de Olinda
Depois de negociados
Ficavam numa berlinda
Além de trabalhar muito
Maltratados eram ainda.

Era tão dura a jornada
Mesmo antes do sol romper
Triste de quem reclamava
Pros castigos receber
Pra não sofrer mais ainda
Tinha só que obedecer.

Castigos de todo tipo
Recebiam dos seus donos
De martelada nos dentes
Sofrimentos e danos
Era uma vida difícil
Um completo abandono.

Diante do sofrimento
As fugas já começaram
Surgiu o grande Zumbi
E logo se organizaram
Sob a sua liderança
As batalhas enfrentaram.

Os escravos fugitivos
Formaram comunidades
No quilombo dos palmares
Sonhavam com a liberdade
Direito que eles não tinham
Naquela sociedade.

Geraram muita riqueza
Com a colonização
Mesmo com a independência
Pro negro não mudou não
Tudo continuou na mesma
Preservando a escravidão.

Depois de muita batalha
E imposição estrangeira
É que finalmente acaba
A escravidão brasileira
E no cenário mundial
Foi assim a derradeira.

Foi no dia 13 de Maio
Do século XIX
Que a Princesa Isabel
A abolição promove
Assinando a Lei Áurea
A escravidão absolve.

Mas até hoje se ver
O negro discriminado
Sofre pra arrumar vaga
De trabalho no mercado
Herança que foi deixada
Por nossos antepassados.

Não tenha você também
Esse tal de preconceito
Não cometa esse crime
Nem tenha esse defeito
Pois somos todos iguais
Temos o mesmo direito.

A todos os brasileiros
Que formam essa nação
Somos brancos, negros, índios
Nessa miscigenação
Vivamos a diferença
Da grande aculturação.

Se Deus não faz distinção
Nós não devemos fazer
Somos obra da criação
O negro eu e você
Vivamos em união
Para em paz se viver.

Dia 20 de Novembro
É festa na pátria inteira
Uma data festejada
Pela nação brasileira
Dia da consciência negra
Povo de alma guerreira.

Juarês Alencar Pereira.
DRE - Colinas